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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Referendo grego provoca onda de pânico em Bruxelas

Merkel e Sarkozy convocam reunião de emergência, hoje em Cannes, com representantes da UE, FMI e Grécia.
O primeiro-ministro grego, George Papandreou, a 26 de Outubro, em Bruxelas, com Herman van Ropuy presidente do Conselho Europeu.

A iniciativa do primeiro-ministro grego convocar um referendo sobre a reestruturação da dívida e o segundo resgate da ‘troika' deixou os mercados e os responsáveis europeus em estado de choque. Angela Merkel e Nicolas Sarkozy decidiram, após conversa telefónica, convocar uma reunião de emergência para hoje, em Cannes, com representantes da União Europeia, do FMI e do governo grego, com o intuito de obter um recuo de Atenas na questão do referendo. A crise aberta por George Papandreou ameaça tornar a reunião do G20 de amanhã numa cimeira de emergência para salvar o euro. Os cenários mais negros - o abandono da zona euro, o incumprimento desordeiro e o contágio a todas as economias da moeda única - voltam a estar em cima da mesa.
As principais lideranças europeias, que têm pânico reconhecido a referendos, foram totalmente apanhadas de surpresa, começando agora, entre a irritação e o pragmatismo, a lidar com as consequências. Na sua declaração oficial, os presidentes do Conselho e da Comissão, Herman Van Rompuy e Durão Barroso, mantêm a compostura e defendem os benefícios do acordo da última cimeira europeia para os cidadãos gregos. "Tomamos nota da intenção das autoridades gregas de convocar um referendo. Estamos convencidos que este acordo é o melhor para a Grécia", dizem. E dão o exemplo da "redução substantiva" de 50% da dívida privada acordada com a banca que "vai aliviar o fardo do orçamento grego e apoiar as políticas de crescimento e emprego".
Enquanto as bolsas se afundavam, analistas falavam do espectro de incumprimento desordeiro e os bancos gregos avisavam para a dificuldade em negociar ‘haircuts' com credores. Entre as fileiras dos países europeus já se regista uma primeira deserção ao acordo da cimeira: o parlamento holandês ameaça não aprovar o segundo resgate em caso de referendo na Grécia. 

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